Miguelaves é Miguelaves!

Nesta semana um portal de Teresina mostrou quanto a prefeitura de Miguel Alves gasta anualmente com a sua folha de pessoal. Uma folha que até agosto deste ano, conforme diz a matéria, tinha 835 servidores, gerando um custo de 20 e poucos milhões de reais por ano aos cofres da prefeitura.

Os salários de cada um não são tão impressionantes assim. Variam na média de um salário mínimo a 5 mil reais. Consta apenas uma servidora que aparece na lista com dois salários um de 900 e poucos reais e outro de 16 mil e poucos reais. Houve repercussão nas redes sociais e num telejornal de grande audiência de um canal de televisão local. A servidora teve seu momento de fama por ser considerada uma verdadeira marajá do serviço público de Miguel Alves.

Por outro lado, é bom  falar também sobre os subsídios atuais dos vereadores de Miguel Alves, que são de R$ 4.500,00 até dezembro deste ano, quando finda a legislatura atual. Os vereadores têm a prerrogativa de reajustar os seus subsídios para a legislatura seguinte ( 2017 – 2020), não passando pela sanção do executivo. Foi o que aconteceu. Numa sessão reservada os vereadores fixaram o teto de 8 mil reais para os seus subsídios (salários). Aumentaram ainda o salário do prefeito de 8 mil para 15 mil reais e o do vice, de 4 mil para  8 mil reais também.

Analisando tais aberrações que infelizmente acontecem na nossa querida terra, fico pensando que em Miguel Alves o povo até sofre por falta de uma boa saúde, de uma boa educação, sofre por não ter calçamento, por falta de abastecimento de água em diversas comunidades ruarias, por falta de segurança pública e por tantos outros problemas, mas pelo visto dinheiro não é problema e a vida financeira do município está um mar de rosas.

Convenhamos, um município que paga 16 mil de salário para um servidor, e se propõe a pagar 15 mil reais de salário para o próximo prefeito, 8 mil reais para o vice-prefeito e para os vereadores, não pode se queixar de dificuldades financeiras não. A tão reclamada crise econômica que assola o país ao ponto de forçar o governo a limitar gastos, pelo visto está é longe de chegar em nosso município.

Miguel Alves é uma ilha de prosperidade para poucos e um chão de sofrimento para  mais da metade da sua população que sobrevive com até meio salário mínimo. E o povo nem pixite, como dizia dona Rosa Vieira lá da Santa Júlia.

Mas Miguelaves é Miguelaves! o dono do cavalo anda na garupa se não quiser andar a pé.

 

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