Todos os posts de Assis Dutra

Seriedade e respeito naquilo que faz

Primeira mão: Banco do Brasil de Miguel Alves volta funcionar normalmente nesta segunda-feira, dia 23

Uma boa noticia para a população de Miguel Alves: a agência do Banco do Brasil de Miguel Alves volta a funcionar plenamente na próxima segunda-feira, dia 23. A informação é procedente.

Foram praticamente seis meses de sufoco, incertezas e prejuízos para a economia do município. Com a agência Banco do Brasil voltando à normalidade, o comércio e a população miguel-alvense voltam a respirar aliviados.

Anúncios

Ler é viajar

Com este texto intitulado “Ler é viajar”, do jornalista Chico Leal, enaltecemos esta data importante, marco da nossa literatura infantil, inspirada por Monteiro Lobato:
É também o dia que marca o nascimento de Monteiro Lobato, o pioneiro na literatura infantil no  Brasil. Monteiro Lobato foi e continua sendo o grande mestre da literatura infantil brasileira. Na verdade, Monteiro Lobato e a literatura infantil se confundem.

Num momento em que criança não gosta e não quer ler; numa época em que a criança prefere o telefone celular, o tablete e o celular é preciso que se revisite Monteiro Lobato.

Lobato é o que temos de melhor, sem dúvida. O seu Sítio do Pica-Pau Amarelo, é inegável, teve presença marcante na infância e na adolescência de muitos. Personagens como a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, Pedrinho e Tia Anastácia e muitos outros funcionaram para muitos como a porta de entrada para a leitura.

E um autor que consegue, com sua obra, despertar o interesse de uma criança pela leitura não pode ser esquecido. Monteiro Lobato não pode ser esquecido. Monteiro Lobato criou um universo para a criança enriquecida pelo folclore.

Buscou o nacionalismo na ação dos personagens que refletiam na brasilidade, na linguagem, no comportamento e na relação com a natureza.  Além de despertar o interesse da criança através do imaginário, na sua obra Lobato conscientiza com uma literatura denunciadora, que envolve fatos políticos, econômicos e sociais.

O Sítio do Pica Pau Amarelo, segundo estudiosos da obra, tem traços de um Lobato indignado com a exploração do petróleo, indignação que se traduz claramente no livro O Poço do Visconde.

Não, Monteiro Lobato e sua obra não podem morrer. Mas para que eles sobrevivam temos que agir. Nessa época da modernidade, onde o livro não é mais bem vindo a muitos lares, pode até parecer uma tarefa difícil, mas não impossível. Não podemos permitir que essa modernidade nos tome também o prazer da leitura, o prazer de ter um livro às mãos.

A leitura promove desenvolvimento, apura o senso crítico, proporciona entretenimento, amplia o conhecimento, enriquece o vocabulário, aprimora a escrita, minimiza dificuldades e desenvolve o afeto.

O hábito da leitura tem que começar cedo.  Quanto mais cedo melhor. Os pais precisam saber disso.

Precisam saber e precisam colaborar. Criar o hábito da leitura nas nossas crianças é um grande passo para um futuro melhor.

Mostre isso a seus filhos. Aproveite e apresente seus filhos a Monteiro Lobato e ao seu mundo mágico. Quem sabe, dessa apresentação não possa surgir um novo mundo para todos nós!”

Autor: Chico Leal – jornalista e radialista da Teresina FM. 18/04/2018

Vereadores denunciaram ao MP o descaso com o transporte escolar de Miguel Alves

Depois do triste episódio do ônibus desgovernado  que deixou Miguel Alves em pânico, ficamos sabendo que três vereadores da oposição (Adauto Nascimento, Teresa Moreira e Edsandra Vaz) já haviam denunciado a situação do transporte escolar no município, oferecido pela prefeitura e pelo governo do estado à Promotoria de justiça da Comarca de Miguel Alves. O requerimento foi protocolado na promotoria no dia 10 deste mês.

Na denúncia formulada, os vereadores argumentaram que  “algumas linhas  não estão funcionando há duas semanas e as outras que estão funcionando, o fazem com veículos em péssimas condições que causam riscos constantes a integridade física dos alunos”.

Depois do ocorrido nesta segunda-feira, 16, em que um ônibus escolar com problemas mecânicos desgovernou e quase provoca uma tragédia na cidade, espera-se que o Ministério Público averigue a situação do transporte escolar de Miguel Alves e tome as providências cabíveis no sentido de determinar que a prefeitura municipal resolva imediatamente o problema que não é mais uma suposição, mas sim uma realidade que expõe em risco a vida dos alunos que dependem do transporte escolar.

Ônibus desgovernado causa pânico em Miguel Alves

Na manhã desta segunda-feira, 16, um ônibus que faz o transporte de alunos em Miguel Alves desgovernou e quase causa uma tragédia na cidade. No ônibus estavam dezenas de crianças. O ônibus desgovernado desceu do posto de combustível Cristo Redentor, causando pânico nas pessoas e só parou em frente ao hotel São Miguel, da dona Haidêe.

Segundo o professor José Pereira, “a cidade viveu um momento de pânico. Todo mundo desesperado, pois o ônibus desceu desgovernado, sem freio e cheio de alunos que gritavam desesperados. O ônibus ainda bateu em um carro que estava estacionado próximo à Câmara Municipal. O motorista do ônibus era o sr. Laurentino. Graças a Deus ele conseguiu controlar o ônibus, pois se não fosse ele teria acontecido uma tragédia”.

A grande questão que este episódio levanta é: será que a prefeitura de Miguel Alves tem o laudo de segurança veicular emitido pelos órgãos competentes? Laudo este que atesta que o veículo nele descrito e identificado sofreu perícia sobre suas condições de segurança veicular, principalmente quanto a sua estrutura, sistema de freios, direção, suspensão, capacidade de carga e dirigibilidade?

Além disso, tem outra questão que merece ser considerada: muitos donos de ônibus reclamam que ficam até três meses sem receber  o pagamento. Por isso eles têm dificuldades até para abastecer, imagine para fazer revisões e a manutenção periódica.

Pra finalizar, todos lembram que no ano passado, no início da gestão atual, chegaram na cidade vários ônibus novos comprados pela gestão anterior. O prefeito não quis recebê-los alegando vários motivos. Eram ônibus novos para o transporte escolar. Até hoje não se tem notícia do que pode ter acontecido com aqueles ônibus.

Reflexão da semana: O uso do cachimbo

Trago hoje um artigo “O uso do cachimbo,” do jornalista e radialista Chico Leal da Teresina FM, como a reflexão da semana:

“Será tão difícil assim cumprir a palavra empenhada? Pelo menos no Brasil, sim. No Brasil é muito difícil se cumprir aquilo que em algum momento se promete. Mas por que isso?

Se você não pode fazer não prometa, manda uma das principais regras do bom senso. Nunca prometa em uma tarde de sol o que você não poderá cumprir em uma noite de tempestade, ensina o poeta. A promessa nunca pode ser maior do que o passo que se pode dar.

Paulo Coelho, o maior escritor brasileiro na atualidade, com obras traduzidas no mundo inteiro, nos lembra que Jesus dizia que o seu sim tem que ser um sim, e o seu não tem que ser um não. Se você assumiu uma responsabilidade, vá até o final. Mantenha sua palavra, porque ela é preciosa.

Cada vez que sua palavra é honrada por seus gestos, ela se torna mais forte.  Quando você dignifica sua relação com os outros, dignifica também sua relação com você. Sempre conquistamos o respeito e a confiança de alguém quando cumprimos com a palavra.

Cumprir a palavra é provar que você é uma pessoas de bom caráter, é provar que você é um cidadão decente e honesto. É provar que você é uma pessoa de credibilidade. E credibilidade é uma coisa muito importante na vida de um cidadão, importante na vida de qualquer cidadão.

No livro Cinco regras para vencer seu limite, Paulo Zabeu diz que credibilidade vem exatamente de quando se diz e se faz. É quando se promete e se cumpre. Quando você promete sabendo que não vai cumprir, sua força interna recebe os reflexos da dúvida, da incerteza, da insegurança.  Credibilidade é você dizer modestamente o pouco que você pode fazer em qualquer circunstância, e, esse pouco cumprir.

Infelizmente por essas bandas vivemos já um longo período de promessas não cumpridas. Aliás, grandes promessas não cumpridas. É um período tão longo que parece ate que já nos acostumamos com isso. Já nos acostumamos ouvir promessas com a certeza de que jamais serão cumpridas. Quem já viu isso? E o pior: de tão acostumados começamos a aceitar que é assim mesmo.   Mas não, não é assim mesmo.

Não podemos mais aceitar esse tipo de comportamento. Daqui para frente prometeu tem que cumprir. E não esqueçam, por exemplo, que o Piauí seria um estado totalmente diferente se apenas metade das promessas feitas nas últimas décadas tivessem sido cumpridas. Só a metade.

Infelizmente estamos hoje, nós todos, no Piauí e no Brasil, como aquele ditado  de que o uso do cachimbo é que faz a boca torta. Nós somos o próprio ditado.

Está chegando a hora, pois, de largar o cachimbo e desentortar a boca.”

 

Artigo de Chico Leal /Notempo.com/ Teresina FM