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Seriedade e respeito naquilo que faz

Paróquia divulga programação da Semana Santa

10419525_10201734635927774_3199918183404561164_nA paróquia de São Miguel Arcanjo na cidade de Miguel Alves, divulgou na manhã desta terça-feira, 31, a programação da Semana Santa, que será presidida pelo padre Jailton Pinheiro. Confira a programação:

Dias:

31 de março a 01 de abril – Visita e distribuição da Eucaristia aos doentes. Bairros e Centro da cidade.

02 de abril – Quinta Feira Santa

19:00 horas – Missa do Lava Pés (igreja Matriz)
21:00 horas – Traslado do Santíssimo Sacramento Salão Paroquial e adoração até à meia noite.

03 de Abril – Sexta-feira Santa

9:00 horas – Laudes da Paixão – Igreja Matriz (Rito do Oficio das horas)
15:00 horas – Celebração da Paixão
16:30 horas – Procissão do Senhor Morto

04 de abril – Sábado 

9:00 horas – Oficio das Trevas (é o ofício das matinas e laudes dos três últimos   dias da semana santa
22:00 horas – Virgília Pascal – Igreja Matriz

05 de Abril – Domingo da Páscoa

8:00 horas – Celebração Dominical Normal
10:00 horas – Celebração na Comunidade Ezequiel
17:00 horas – Celebração na Comunidade Centro do Designo
19:00 horas – Celebração Dominical Normal

Fonte: Paroquia de São Miguel Arcanjo

 Breve Relato Histórico da Igreja de Cupins

Cupins – Miguel Alves – PI 

Texto: enviado por Jaqueline Tavares, escrito pela professora Prazeres.

Segundo relato de alguns moradores mais idosos, o festejo de São Francisco Assis na localidade Cupins, teve início por causa de uma promessa do Senhor Eudóxio Machado Melo, que construiu um barracão de palha e paredes de taipa, onde, por alguns anos foram realizadas as celebrações de missas e novenas em louvor a São Francisco de Assis, o Padroeiro, que era festejado em outubro e São Sebastião festejado no mês de janeiro. Estavam a frente da parte religiosa as professoras Neuma, Lourdes e Edite.

Essas manifestações religiosas tiveram inicio aproximadamente em 1940 e teve como primeiro celebrante o padre Luiz Brasileiro que ativou muito a vivência da fé do povo a São Francisco e também vivência ao Evangelho de Cristo. Prosseguiram os padres Emídio Josino, Isac, Paulo e Pedro. Quando Delcimar chegou como vigário da Paróquia de São Miguel, a igreja já estava desativada.

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Igreja de Cupins – foto de Jaqueline Tavares

Com o passar dos anos o Festejo de São Francisco de Assis alcançou grandes proporções chegando a ser maior ou até comparado aos festejos de União, José de Freitas, Miguel Alves, Barras, Campo Maior e outros. Com fé e bondade o povo trazia joias de grande valor, como: bois, carneiros, bodes e outros animais, formando assim grandes leilões com uma renda bastante considerada.

Por volta dos anos sessenta deu-se inicio a construção da igreja, que, por muitos anos foi local adequado para orações, missas com grande número de pessoas batizando os filhos, casando e pagando promessas de graças recebidas, com gestos de agradecimento o povo fazia partes do corpo em madeira e outras manifestações, traziam e colocavam aos pés de São Francisco de Assis e ainda faziam grandes procissões carregando a imagem do Santo a outras localidades e realizavam grandes leilões para ajudar a construir a Igreja.

No ano de 1984, depois da morte acidental do Senhor Chagas Marcelino, zelador da Igreja de Miguel Alves, e ainda pelo descontentamento de Padre Paulo por a Igreja nunca ter sido doada para a Paróquia, então, depois deste ano não houve mais festejo na Igreja de Cupins.

Após treze anos sem festejo o Padre de União, Pe. João Moura juntamente com Padre Pedro, alguns religiosos e o povo da comunidade realizaram uma missão para resgatar o festejo, que, finalmente em 1997 foi realizado novamente, mesmo sem nenhuma divulgação foi bem aceito e todas as noites de novenas tinha bastante gente que para agradecer e vivenciar aquele momento tão esperado. Houve nos anos seguintes, casamentos, batizados, primeira eucaristia e outros.

Para a tristeza de todos Padre Paulo deixou de realizar as celebrações na Igreja, pois, não tinha o apoio dos proprietários que nunca fizeram a doação da Igreja para a Arquidiocese.

Em todas as casas visitadas ouvimos muitos relatos emocionantes como a vinda do bispo Dom Avelar para realizar o Sacramento da Crisma. Disseram que o povo plantou muito pati, que são pequenas palmeiras, na beira da estrada para ornamentar. Teve procissão e até banda de música, tamanha era a alegria do povo e participação nos momentos de desobriga, que, era uma verdadeira missão. Faziam também bonecas para ajudar na arrecadação.

Devido ao fechamento da Igreja de São Francisco de Assis, surgiram outras igrejas nas proximidades como a Igreja de Nossa Senhora do Carmo na localidade Bela Moda, Igreja de Santa Ana na localidade Gameleira, duas Igrejas também no Poço Novo que são Nossa Senhora de Lourdes e Nossa Senhora Aparecida.

Era grande o número de batizados e casamentos que sempre eram realizados coletivamente mesmo depois de trinta anos sem festejo. A maioria guarda na mente marcas da fé cristã, lembram com saudades. Segundo relato de dona Ducarmo, moradora e devota fiel de São Francisco, diz que a Igreja mesmo em ruína se mantém de pé esperando. A fé do nosso povo é grande, mas, não sabemos até quando a igreja se manterá de pé esperando uma solução.

 Nota do Blog do Assis: 

Agradeço a jovem miguel-alvense Jaqueline Tavares, da Localidade gameleira, na região de Cupins por ter colaborado, ao tempo em que externo à professora Prazeres os meus parabéns pelo excelente texto sobre a história da igreja de São Francisco de Assis, no povoado Cupins. Ao publicar este importante texto histórico o Blog do Assis reafirma o seu compromisso de colaborar com a construção de um Miguel Alves maior no seu aspecto, político, econômico e cultural.

 

 

 

 

A politicagem itinerante

Os portais de noticias que têm vínculo com a prefeitura de Miguel Alves destacam com frequência ações da atual gestão municipal. A mais recente trata do chamado “Governo Itinerante”, que segundo matéria do portal Miguel Alves, “leva vários serviços da prefeitura para a comunidade.Serviços como: atendimento médico geral e odontológico, medição de pressão arterial, registro de carteira de identidade, cadastro do Bolsa Família, corte de cabelo, tratamento de beleza, além das atividades voltadas à criançada, como brincadeiras e jogos educativos.

Pois bem, segundo Aurélio, o termo itinerante que dizer – que muda de lugar, que é exercido com alteração frequente de local, que ou quem se desloca, viaja ou passeia. Isto posto, pode-se dizer que a prefeita Salete Rego neste ano tenta colocar sua gestão mais próxima do povo, depois de dois anos em que esteve ausente. No que diz respeito às ações itinerantes, não se pode condená-las porque todas têm lá as suas bondades,  que de certa forma agradam as pessoas. Entretanto, entendemos que tais ações devem integrar um programa de governo a ser executado do primeiro ao último dia da gestão, com objetivos e metas a serem alcançadas. Mas não é isso que se vê em Miguel Alves há um bom tempo.

É importante a itinerância administrativa? Digamos que sim, contudo entendemos que o mais importante do que a alteração frequente de lugar é centrar as ações do governo naquilo  que a população quer e reclama, é realizar as obras que o município precisa para sair desse estado de letargia, ou seja, dessa ausência de ânimo, desse sono profundo em que se encontra por conta exatamente dessa politicagem itinerante que castra sonhos e posterga o desenvolvimento de Miguel Alves.

Nem as casas nem os tijolos.

Não sei se é mandinga, como se dizia la na Santa Júlia, só sei  que  em Miguel Alves, quando se trata de uma obra pública, seja ela do governo municipal ou do governo estadual, há sempre uma pedra no meio do caminho, como dizia o poeta.

Temos como exemplos obras do rodoanel e da avenida Marcos Furtado que o governo do estado abandonou, a reforma da  praça José Rego, e agora aparece mais essa de um conjunto habitacional com 50 casas que seriam construídas no Mangueirão. Colocaram a placa lá com as informações sobre a obra, que é fruto de um convênio entre a prefeitura municipal e o  Ministério das Cidades. O valor da obra: R$ 1.250.000,00.  Início da obra: 20/03/2013 e a sua conclusão: 20/03/2014. Pela data, já fez um ano e o que resta no Mangueirão é apenas a placa de mais uma obra anunciada e não realizada.

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Pois bem meus senhores e minhas senhoras, um amigo meu enviou as fotos acima através do whatsapp e fez a seguinte indagação: “cadê os tijolinhos das 50 unidades habitacionais que estavam aqui?” Em seguida ele mesmo responde:  “O gato comeu!!” Segundo ele, tinha muito tijolos lá, mas de tanta demora os tijolos sumiram.

Pois é,”durma-se com um barulho desse”. Nem as casas nem os tijolos.

ALUNOS DAS ESCOLAS DO ESTADO ESTÃO SEM ÔNIBUS ESCOLAR EM MIGUEL ALVES

Na política tupiniquim de Miguel Alves acontece certas coisas que deixam  a gente ensimesmada e que prejudicam sobremaneira o município. Fiquei sabendo que os ônibus escolares da prefeitura não estão transportando os alunos das escolas do estado, por determinação da secretaria municipal de educação.

Procurei pessoas ligadas à prefeitura para me inteirar do problema. Falei com o vereador Cleó, lider da prefeita na câmara municipal e ele me informou que o problema está acontecendo porque não foi renovado o convênio que existia até o ano passado entre a prefeitura e o governo do estado, onde os alunos das escolas estaduais eram transportados nos ônibus escolares da prefeitura. Entretanto, esclareceu o vereador, por conta de intereferência das  liderança políticas  locais ligadas ao governo, o convênio não foi renovado e isso está prejudicando muitos alunos matriculados nas escolas do estado.

O vereador acrescentou ainda que  as liderança ligadas ao governo estão agora com a responsabilidade de resolver o problema, contratando ônibus novos para fazer o transporte dos alunos das escolas do estado o mais rápido possível. A prefeitura neste caso não pode ser culpada, concluiu o vereador.

Brasil, “Pátria Educadora”. Este é o lema do Governo Federal. Em uma “Pátria Educadora” é inconcebível que alunos sejam prejudicados no seu sagrado direito de estudar por conta de picuinhas políticas e interesses minúsculos  que se sobrepõem aos interesses maiores da população.  Com dizia dona Rosa Vieira lá da Santa Júlia, “eu discunjuro”.

Que país é esse?