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Seriedade e respeito naquilo que faz

Espaço de centro comercial está abandonado em Miguel Alves

O bloco da parte de trás do centro comercial José Teixeira Filho em Miguel Alves está  abandonado. Os pontos comerciais quase todos fechados, alguns que estão abertos funcionam precariamente e o calçadão está tomado pelo mato e pela lama, servindo também de espaço para sucatas de barracas de vendedores ambulantes. As fotos abaixo mostram a  do centro comercial, um espaço que foi abandonado pelas últimas administrações que se sucederam em Miguel Alves.

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Fotos: Assis Dutra

Esse espaço do centro comercial deveria ser transformado em um centro de comercialização do pequeno produtor familiar, que montam suas bancas de forma improvisada no entorno do mercado e do terminal rodoviário, sem comodidade nenhuma.

Diante de tantas coisas malfeitas, diante de tanto abandono que salta aos olhos em Miguel Alves, resta-me a penas crer em Deus que um dia o nosso município tenha uma gestão diferente, com responsabilidade e compromisso social. Pois do jeito que está se continuar acaba, se voltar desaba.

Pra frente Miguel Alves!

Escritor Richarle Tuira Solicita Audiência Pública a Câmara Municípal de Miguel Alves Sobre o Meio Ambiente

O jovem escritor miguel-alvense  Richarle Tuira Sousa tem dedicado boa parte do seu tempo à causa do rio Parnaíba. Juntamente com outros companheiros que abraçam a mesma causa, Richarle tem procurado mobilizar a comunidade miguel-alvense a ter um olhar diferente para o Velho Monge que está agonizando.

Quinta de milho na beira do rio Parnaíba em Miguel Alves

Em ofício encaminhado à Câmara Municipal no dia 22 deste mês, Richarle Tuira solicita a realização de audiência pública para discutir o problema ambiental no município, que afeta principalmente o rio Parnaíba.  Richarle    relata aos vereadores que em expedição realizada na região compreendendo os municípios de União, Miguel Alves e Porto foi possível ver como é visível o assoreamento, há muitos bancos de areia e ribanceiras quebradas e todo material vai para o leito do rio, reduzindo o curso da água.  “Nota-se o descaso das autoridades para tomar devidas providências necessárias… Continuam fazendo quintas nas margens do rio, jogando dejetos de vários tipos de produtos até veneno sem nenhuma preocupação de punição. Não basta o perigo que causa ao ser humano e para os peixes e de outros animais silvestre que fazem do rio o seu habita natural”.

Richarles argumenta que “como cidadão comum estamos fazendo a nossa parte, esperamos agora que a Câmara Municipal de Miguel Alves marque uma audiência pública envolvendo as autoridades locais, bem como os órgãos que envolvidos na causa do meio ambiente.

 

Vem aí mais um aumento na conta de água

 

A Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) anunciou nesta segunda-feira um reajuste de 9,3% para todos os consumidores atendidos pela empresa. O aumento passa a valer a partir de 1º de julho deste ano. Os cálculos da nova tarifa levaram em conta, segundo a Agespisa, principalmente, o impacto financeiro em razão dos aumentos com energia elétrica e com produtos químicos utilizados no tratamento de água.

Com o aumento, a tarifa residencial para consumo de até 10 mil litros de água por mês passará dos atuais R$ 21,42 para R$ 23,41. Nesta categoria, são 392 mil ligações, que representam mais da metade do total de clientes da Agespisa em todo o Piauí. Em 2014, o reajuste total foi de 2,56%, abaixo da inflação daquele ano, que ficou em 6,41%.

A tarifa social, que beneficia mais de 30 mil famílias, passará de R$ 9,40 para R$ 10,27. Para as demais faixas de consumo e as ligações comerciais, industriais e públicas, a majoração obedece à tabela abaixo.

“Considerando o reajuste da tarifa em 2014 de 2,56% e os 9,3% agora em 2015, a soma desses reajustes (de 11,86%) ainda fica menor do que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nos últimos dois anos, que é de 15,42%”, afirmou Raimundo Trigo, presidente da Agespisa.

O aumento com energia elétrica foi uma das principais despesas apresentadas pela Agespisa para justificar o pedido de aumento junto à Arsete (Agência Municipal de Regulação e Serviços Públicos de Teresina). No mês passado, a conta de energia da Agespisa foi de R$ 3,6 milhões, cerca de 50% maior do que a de maio de 2014. A segunda maior despesa da empresa é com produtos químicos utilizados no tratamento da água, cujo aumento verificado no último ano ficou em torno de 30%.

Fonte: G1-PI

Piauí registra seguidos casos de estupros nos últimos meses

Nos últimos meses, a população piauiense tem testemunhado um alarmante crescimento no número de estupros contra mulheres e crianças em vários municípios do Estado, com maior frequência na região norte.

Há menos de um mês, quatro adolescentes foram violentadas, espancadas e jogadas de uma ribanceira na cidade de Castelo do Piauí – crime praticado por quatro menores de idade e por um homem identificado como Adão José de Sousa, 40 anos. Uma das vítimas, Danielly Rodrigues Feitosa, 17 anos, faleceu no Hospital de Urgência de Teresina, após onze dias internada.

No dia 13 de junho, em Valença, a lavradora Raimunda de Sousa Leite, 57 anos, foi estuprada por um homem identificado como Cícero da Silva Oliveira, 39 ano, vulgo “Ceará”. Cinco dias depois do crime a vítima faleceu.

Na última quinta-feira, também em Castelo do Piauí, uma mulher foi vítima de tentativa de estupro. Um dia depois, o acusado, identificado apenas como Junior Fofão, foi preso. 

Na sexta-feira, 19, o locutor Wellignton Rodrigues dos Santos, de 46 anos, foi preso sob a acusação de estuprar quatro crianças e adolescentes na cidade de Lagoa de São Francisco

Neste sábado, 20, em São Miguel do Tapuio, um homem chamado Carlos Francisco de Sousa foi preso após invadir uma casa e tentar estuprar uma mulher.

Na madrugada deste domingo, 21 de junho, uma mulher de 26 anos foi estuprada dentro de sua própria residência, no bairro Santa Luzia, em Parnaíba.

Segundo o sargento Sousa Rego, a jovem estava sozinha em casa quando foi atacada por um homem identificado como Antônio Marcos de Azevedo, 22 anos, que é vizinho da vítima. O crime ocorreu por volta das 3 horas da madrugada.

Fonte: portalodia.com

Pelos caminhos do atraso – onde está a diferença?

Miguel Alves, cidade centenária, enfrenta muitos  problemas que são visíveis aos olhos de quem quiser ver, sem paixão e sentimentalismo político. O pior de tudo é que entra ano e sai ano, entra prefeito e sai prefeito e tudo continua do mesmo jeito. Pouca coisa no município e na vida das pessoas que vivem à espera das ações do poder público.

Na manhã desta sexta-feira, 19, fiz o que se pode chamar de uma breve passagem pelos caminhos do atraso. Visitei os bairros Angelim e São Miguel. Passei por ruas como a Pernambuco e Esmeralda, dentre outras, e pela principal via que corta os dois bairros, a avenida São Miguel, onde o povo espera ansioso pelo rodoanel do governo do estado. Enquanto o rodoanel não sai a situação permanece assim, como mostra a  foto abaixo:

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Avenida São Miguel – Bairro São Miguel.

Pois bem, de  2.000 e 2.004, quando eu apresentava o jornal A Voz do Município, na rádio São Miguel FM, andei muitos nos finais de tarde ouvindo o clamor dos moradores dos bairros, que angustiados com a lama e a poeira, em épocas distintas, inverno e verão, pediam a construção de calçamento. O tempo passou e 15 anos depois,  andando pelas mesmas ruas, deparo-me com os mesmo problemas e escuto  dos moradores as mesmas queixas.

Ao conversar com alguns moradores fiz a eles a seguinte pergunta: de 2.000 até hoje quantos prefeitos já tivemos? Eis a resposta que tive: quatro prefeitos – o segundo mandato do Nonato Pereira, seguido por mais quatro anos do Dr. Walter, quatro anos do Oliveira e os três anos da atual prefeita Salete Rego. Quinze anos então. É muito tempo de espera. Muitas horas engolindo poeira, pisando na lama e ouvindo sempre as mesmas promessas. E calçamento que é bom, “necas de pitibiribas”.

De repente uma senhora se expressa – “Ah! mas a prefeita agora tá calçando a rua 30 de outubro, aquela que sai lá no asfalto, na frente da delegacia”. Fui lá na rua que está sendo calçada. E ao chegar lá bateu em mim um ar de surpresa ao ponto de eu dizer, como dizia dona Rosa veira lá da Santa Júlia – “até quinfim!” Vi e  fotografei a obra, para depois não dizerem que eu não mostro o que está sendo feito. Eis as fotos.

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Obra em andamento. Operários de fora, lá de Porto. Será que no Miguelaves não tem quem saiba bater pedra? Fora a isso, espero que a obra seja concluída. Que ela  não tenha o triste destino da principal praça da cidade, a praça José Rego, cuja obra se arrasta a mais de um ano, e sabe Deus quando será terminada. Uma tristeza a nossa velha praça que um dia foi frequentada e bela, infelizmente hoje não é mais aquela dos idos de infância de muita gente, inclusive da prefeita.

Onde está a diferença, no gênero ou na espécie?

Para finalizar, vale lembrar que o atraso que se mostra hoje é fruto de uma sequência de administrações que têm a mesma origem política, lá no velho  PFL. Pra quem não lembra, de 1993 a 1996 – prefeito Chico Noca; de 1997 a 2.000 – prefeito Nonato Pereira, com apoio total do grupo do ex-prefeito Chico Noca, incluindo a família Borges; de 2.001 a 2.004 – segundo mandato de Nonato Pereira; de 2.005 a 2.008 – prefeito Dr. Walter (eleito com o apoio de Nonato Pereira); de 2.009 a 2.012 – Oliveira Junior (ex-aliado de Nonato) sucedido pela atual gestão de Salete Rego (2013 a 2016) que não precisa citar a sua origem porque todos já conhecem.

São 24 anos sob o domínio de um mesmo grupamento político que, por força das conveniências, se dividiu em sub-grupos para não perder o foco do poder, fato  que nos remete ao tempo do regime militar, onde haviam as sub-legendas partidárias, ARENA 1, ARENA 2, PDS 1, PDS 2, para agregar as dissidências do esquema. Mudava-se de lado mas a essência política permanecia intacta. Estamos revivendo o mesmo esquema em Miguel Alves. Os personagens são os mesmos, apenas se posicionam em lados contrários.  E aí fica a pergunta: onde está a diferença, no gênero ou na espécie?

É por essas e outras que a nossa vontade de querer um Miguel Alves diferente é cada vez maior.